quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Trinta e oito primaveras...


       Nasci de parto normal, em casa, com parteira, como era bastante comum na época, acredito que eu tenha tido uma infância boa, pois, sinceramente não me lembro, os poucos fatos que me lembro, são ligados as minhas férias de julho, mas, de quando já era quase adolescente, esperava o ano inteiro que chegasse as férias, para poder viajar para Itaguatins, cidade que fica a 40km de Imperatriz, e acreditem era uma viagem de férias dos sonhos pra mim naquele tempo, esta viagem foi o mais longe que pude chegar de casa, eu sempre me realizava durante as férias, pois meus eram separados, e com isso eu tinha a chance de está mais próxima de meu pai.
      Lembro das peraltices que fazia na época, como: cerrar os punhos da rede de meu avô, deixando apenas um fio fino, para que ele ao balançar, caísse da rede (mas não era por maldade, era coisa de criança mesmo pura diversão), meu avô plantava melancias na beira do rio (vazante), por várias vezes comi as melancias sem arrancá-la do pé e depois virava a parte comida para baixo, meu avô só descobria após alguns dias, ao vê as melancias muchas no pé, tadinho .
       O lugar que meus avós paternos moravam chama-se Descarreto e fica a 2km de Itaguatins, ás margens do rio Tocantins, que por sinal passa no fundo do quintal da casa de minha avó, a energia elétrica era somente até ás dez da noite, após esse horário o motor era desligado, eram raríssimas as casas que tinham televisão, então a diversão da criançada era tomar banho de rio, pescar, soltar pipa, armar arapuca, caçar e fugir para ir pro clube pela tábua do quarto que era solta, lembro que em uma dessas vezes meu avô descobriu e ficou nos esperando com uma vassoura na mão, assim que uma de nós colocasse a cabeça no buraco ele ia bater, porém eu sempre tive um plano B, quando chegamos percebi algo de estranho, então, levantei a tábua e ao invés de entrar, coloquei o cachorro primeiro, coitadinho do cachorro, meu avô acertou uma vassourada no pobrezinho, pensando ser uma de nós, apanhamos também é claro...   É eu acho que fui muito feliz naquela época. 
Meu pai, homem simples, trabalhador, humilde, contudo, como homem tinha um grande defeito, MULHERES, muitas mulheres, que durante o velório de meu pai, apareceram tantas viúvas, quanto filhos órfãos, sério! parecia coisa de novela, e o pior de tudo, foi justamente quando eu resolvi mudar radicalmente a cor dos meus cabelos radicalmente, e ali naquele momento de tanta tristeza em meio as minhas lágrimas, por ter pedido meu pai, ouvi várias vezes: “Quem é aquela loira que chora tanto?” Hoje quando me lembro desse episódio, sorrio muito, era um momento muito triste, porém, meu pai sempre foi um homem alegre, quero lembrá-lo assim, sempre com um sorriso no rosto.
Minha mãe, mulher forte, guerreira, simples, extremamente trabalhadora, um exemplo pra mim, não consigo falar dela sem encher os olhos de lágrimas, sei que errei muito com ela durante a minha adolescência, mas ela sempre esteve ao meu lado, embora sempre tenha demonstrado muito amor por mim, sempre teve dificuldade em expressar isso, penso que herdei isso dela, hoje tenho dois filhos lindos, Pedro de doze anos e Renata de dezessete, meus dois tesouros, também separada como minha mãe, talvez por isso, hoje eu consiga compreender todos os “nãos” que recebi, com isso estou tentando me reinventar, meus amigos sempre sorriem quando digo: “Eu estou tentando me tornar uma pessoa melhor” estou aprendendo a expressar o meu amor, estou aprendendo a dizer eu te amo, para as pessoas que são importantes pra mim.
Voltando as páginas de minha vida, recordo que aos 15 anos decidi que iria ser cantora, montei  então uma banda chamada URBANLINE, com mais três amigas, nos apresentamos no Fly back, na Broadway e até fora da cidade, mas não durou muito, parti para ser modelo, fiz alguns desfiles, mas também durou pouco tempo o meu entusiasmo.
Conheci um rapaz, que se apaixonou por mim, fez de tudo pra me conquistar, ficamos juntos por três anos, e quando finalmente me apaixonei  por ele, ele mudou, o relacionamento ficou diferente, e o feitiço virou contra o feiticeiro, desta vez eu o amava e ele já nem ligava mais para mim, ainda assim ficamos noivos por dois anos, até um momento em que descobri que meu noivo era gay, pensei que eu fosse morrer, contudo, sobrevivi.
Tive vários outros relacionamentos, até conhecer o pai dos meus filhos, com quem casei e vivi por dez anos, foram dez anos maravilhosos, ele sempre foi um bom marido e um excelente pai, nos separamos sem motivo aparente, apesar de vivermos bem e pasmem depois de seis anos de separação, descubro que o meu ex-marido, pai dos meus filhos, é homossexual e vive maritalmente com outro homem.
Sério!!!!!!  Estou começando a achar que quando eu morrer e chegar ao céu, é eu vou pro céu, ou pelo menos quero ir, o anjo da entrada vai olhar pra mim e dizer: SUA VIDA FOI UMA PEGADINHA DO DIVINO.
FELIZ ANIVERSÁRIO PRA MIM.



sábado, 27 de agosto de 2011

Dificuldade


                                         Estou com dificuldade em postar as fotos e os videos do congresso, essa internet eesta uma droga.... enfim amigos, vejam no meu outro blog....

       www.lcnufmaimperatriz.blogspot.com

                                                         Alessandra Matos

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

I Semana de Licenciatura em Ciências Naturais da UFMA


                                              Muito trabalho e muita expectativa para a nossa primeira semana de Licenciatura  em Ciências Naturais, contagem regressiva......

                                                                        Alessandra Matos

domingo, 14 de agosto de 2011

Mãe.... Feliz dia dos pais

             Não tenho nenhuma lembrança de um momento com meu pai durante a minha infância, aliás não tenho lembrança de nenhuma figura masculina. Meus pais se separaram quando eu era muito pequena. Não lembro dos meus pais como um casal.
            Não lembro de ter comemorado nem mesmo na escola o dia dos pais, sempre foi uma data que me causava tristeza, os poucos momentos que tenho na lembrança de ter estado próximo ao pai, são da minha adolescência e ainda assim são poucos e raros, contudo, cresci ouvindo e acreditando que ele sempre foi um bom homem, tinha um bom coração, amava ao próximo, se doava as pessoas, devo ter herdado isso dele.
            É estranho como você ama de uma maneira tão grande alguém que nunca teve tanto contato, é assim com o amor que tenho pelo meu pai, e foi assim também com um outro amor, amor: homemx mulher que não deu certo, talvez seja essa a explicação para esse amor, amei aquele homem por que vi nele a imagem do meu pai.
            Meu pai morreu aos 33 anos, jovem e sem muito contato comigo e ainda assim o amo de uma maneira que não se explica, apenas sinto... Mas não posso deixar de registrar neste dia o valor de minha mãe, mulher forte e que sempre fez o papel de pai e mãe, e a quem respeito por tudo, porém, principalmente por que hoje eu também está separada e mãe de dois filhos sei exatamente o que minha mãe teve que enfrentar para criar sozinha a mim e minha irmã.
            Mãe.... Feliz dia dos pais...

                               Alessandra Matos

sábado, 13 de agosto de 2011

Um ponto de equilíbrio


                                Penso que eu estou precisando na verdade, é passar do ponto, é exagerar, é buscar o impossível outra vez, definitivamente: "Eu não gosto do morno, comigo ou é quente ou é frio, morno jamais."
                                     Preciso de algo ou alguém que mexa com as minhas estruturas, que me tire o fôlego, que me leva as nuvens com um simples sorriso, que tire os meus pés do chão com a simples possibilidade de um encontro, preciso de você.

                                      Alessandra Matos

domingo, 7 de agosto de 2011

Carência

                                Sou carente, ou melhor estou carente, estou carente de afeto, de atenção, de um olhar exclusivo na minha direção, estou carente de tempo, de respostas e até mesmo de perguntas, estou carente de mim, estou carente da Leka de antes, estou carente de sorrisos, estou farta apenas de lágrimas.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Minha vida

     
                                  Penso que quando morrer que chegar ao céu se é que eu vou mesmo pro céu, vai ter uma placa bem grande "SUA VIDA FOI UMA PEGADINHA DO DIVINO"




                                                     Alessandra Matos

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Tristeza

           Amigos apesar de está de férias, ando meio sem tempo pra postar, além do que o blog que fiz para o curso de LCN (www.lcnufmaimperatriz.blogspot.com) anda tomando muito do meu tempo, sem esquecer que ainda tenho o projeto de física para terminar nessas férias, explicações dadas.
            Hoje alguns alunos da turma de LCN, viajaram para Salvador, para participaram do CONGRESSO NACIONAL DE CIÊNCIAS NATURAIS, eu estou triste pois não pude ir, mas estou torcendo para que  os alunos que foram aproveitem bastante.

                                               Alessandra Matos