sábado, 22 de setembro de 2007

Recasamento


Recasamento

Quando a gente casa pela primeira vez, se pode moldar dali a família da maneira que quiser, afinal, são apenas duas pessoas, na maioria das vezes dois jovens que possuem apenas o futuro pela frente.

Confesso que fico na dúvida se isso é bom ou ruim, em um casamento cada casal pode ser considerado o arquiteto da família que será construída a partir daquela união e, portanto, responsável por isso, por tudo que será formado a partir dali.

Em um *recasamento*, acontece o contrário, não se pode começar do zero, já existem bases e cada um dos parceiros já trás consigo, elos, filhos e, na maioria dos casos, além dos filhos, acabam vindo incluídos no pacote, pessoas que acabaram se tornando parentes, [cunhada, sogra, sobrinhos...], lembrando que se deve colocar um *EX* antes de cada palavra, o que só complica ainda mais este recomeço, pois querendo ou não, estas pessoas, dali em diante passarão também a fazer parte desta reconstrução. É comum os parceiros de início, por estarem vivendo momentos emocionais diferentes, terem a tendência em dividir estes agregados da relação entre aliados e adversários e aí é onde começam os conflitos.

Agora, sempre digo a quem me pergunta, a minha segunda experiência com o casamento está sendo um aprendizado, pois apesar de toda a bagagem que eu já trazia comigo, nenhuma relação é igual a outra, e digo mais, não pense que partindo pra uma relação amorosa nova, mesmo zerando a anterior, sempre vai haver tropeços, erros, discussões, como na primeira vez, mas se esta nova união for baseada no amor, todos estes pequenos problemas serão superados, pois este combustível chamado amor é o responsável por todos os acordos, recuos e consensos, ingredientes principais para um *recasamento* duradouro.

Casar de novo não implica necessariamente que erramos na nossa primeira escolha, mas sim que estamos dispostos a nos aprimorar. A bagagem adquirida na primeira união, em geral, é capaz de nos tornar mais tolerantes, mais dispostos a ceder e a perdoar. O que faz a porcentagem de chances de acertos aumentarem consideravelmente nesta nova tentativa.

Não estou dizendo aqui que existe uma fórmula mágica para reconstruir uma vida nova ao lado de alguém, mas vale à pena, exercitar a esperança no amor e no acerto. Eu não convivo muito bem com a solidão, por isso estou tentando novamente, e você?

Ei, preste atenção, não estou dizendo que é fácil, apenas que é possível.


Alessandra Matos

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Os dez mandamentos do casal

OS DEZ MANDAMENTOS DO CASAL

1. Nunca irritar-se ao mesmo tempo.
Evitar a explosão de reação.
Quanto mais delicada for a situação,
mais calma será necessária de uma das pastes.

2. Nunca gritar com o outro.
Quanto mais alguém grita, menos é ouvido.
Quem tem bons argumentos, não precisa gritar.

3. Nunca jogar no rosto do outro erros do passado.
Ninguém gosta de ser lembrado de seus erros.

4. Se for inevitável chamar a atenção, fazê-lo com amor.
A crítica deve ter o objetivo de somar e não de dividir.
Muito menos de ofender.

5. Se alguém tiver que ganhar a discussão,
deixar que seja o outro
.
Perder uma discussão pode ser um ato de sabedoria e de amor.

6. Cometendo um erro, saber admiti-lo.
Admitir um erro não é humilhação.
A pessoa que admite seu erro demonstra ser honesta.

7. Saber pedir desculpa quando estiver errado.
Pedir desculpa é sinal de maturidade e sinceridade.

8. Nunca ir dormir sem ter chegado a um acordo.
No dia seguinte poderá ser bem mais difícil chegar ao acordo.

9. Pelo menos uma vez por dia,
dizer ao outro uma palavra carinhosa
.
Muitos relutam em expressar ternura por julgar desnecessário.

10. E não esquecer nunca que
quando um não quer dois não brigam
.
E que alguém deve tomar a iniciativa de quebrar o ciclo.


Tudo em nome do amor...




Alessandra Matos

Leka e o casamento

Leka e o casamento

A vida a dois sempre em algum momento será difícil e até

mesmo dolorosa. Como também sempre terá momentos

bons, [nem que seja somente no começo].

Um casamento bem constituído será fonte de crescimento dos

parceiros e dos filhos.

Um casamento mal sucedido se torna uma doença crônica e

altamente destrutiva, costumo compará-lo com um *câncer*

que, se não descoberto logo no início, onde é o problema,

irradia-se por todo o corpo e quando se der conta,

é o fim.

E um dos maiores erros é tentar tratar estas doenças no casamento,

quando o mal já é irreversível, quando os dois já não se respeitam mais.

O ideal é tratá-las no primeiro desentendimento,

nem que seja aquele da briga pelo controle remoto da TV,rsrsrs...

Sabe, eu já vivi um casamento uma vez e

estou em uma segunda experiência, e pode acreditar,

algumas vezes cometo os mesmos erros.

Acredito que tenho um casamento feliz,

embora s vezes me irrito por que:

Ele dorme demais...

Em alguns momentos sinto que ele não se interessa pelo meu dia...

Sinto que às vezes falo e ele não ouve...

Incomoda-me o fato de ele ser demasiadamente calado...

Ele não saber nunca onde as coisas estão...

Às vezes diz que vai fazer algo e não faz...

Mas tenho consciência de que eu, às vezes:

Brigo por nada...

Comporto-me como criança...

Sou intolerante...

Sou uma bomba relógio de TPM...

Quero tudo pra ontem ...rsrsrs...

Mas casamento é mesmo a união de opostos,

a questão é saber onde começa o espaço de um e termina o do outro.

Li outro dia em uma reportagem da revista Veja

que segundo as estatísticas do IBGE sobre casamento,

que desde a década de 90,

o tempo médio de duração dos casamentos no mundo é de dois anos,

então em minhas palavras: *Casamento agora tem prazo de validade*.

É importante saber-se diferente do outro

e tentar compreender as imperfeições para se alcançar,

dentro deste contrato chamado casamento,

no mínimo o entendimento,

afinal, se entendo o outro é por que o respeito,

se o respeito é por que o amo,

e se o amo, juntos vamos conseguir ser exceção dentro das estatísticas

e com isso alcançar a tal almejada felicidade a dois.

Naldo e eu,

estamos partindo pro oitavo ano deste contrato,

e tenho que agradecer isso a ele,

afinal, durante todo este tempo,

mesmo sem perceber, ele tem me moldado para ser

o que estou tentando me tornar, uma pessoa melhor,

e com isso conseguir dançar com ele

a valsinha de 50 anos de casamento.

Alessandra Matos

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Leka por Leka


Leka por Leka

A palavra que melhor me define é: MUTANTE

Alessandra, 34 anos.

Alguém que gosta de música...

De criança pequena... [pena que crescem, rsrsrs]

De pipoca com guaraná...

De sonho de padaria...

Alguém que é capaz de ir de 0 a 100 em dois segundos quando ama e amo sempre como se eu fosse a *Julieta*...

Mas também desamo [se é que esta palavra existe], na mesma velocidade.

Alguém que felizmente não possui o dom de ler pensamentos e agradeço a Deus por isso.

Sou, bomba atômica, com raiva...

Algodão doce, se estou feliz...

Mas também já fui:

Papai Noel no Natal...

Romário na copa...

Coelhinha na páscoa...

Marta no Pan do Rio...

Cinderela na escola...

Bruxa no Halloween...

Tiazinha na cama...

Leoa, na defesa dos que ama...

Asas de anjo...

Olhos de tigre...

Todas essas sou eu... Sou um coquetel de sentimentos dos

mais nobres aos não tão nobres assim.

Já me disse mutante, mostrei um pouquinho do que fui,

do que sou hoje, seria bom se pudesse colocar aqui também,

quem ou o que

serei daqui a dez anos, mas tenho medo de arriscar,

o que posso

dizer a vocês, meus amigos, é que vou tentar me tornar uma pessoa

melhor do que sou hoje e já confessei os meus problemas a Deus

e com isso espero que da próxima vez que for escrever sobre

mim, eu os já tenha superado e assim me tornado um ser humano melhor...

Sou Leka.


Alessandra Matos

Mulherão

O Mulherão

Peça para um homem descrever um mulherão.

Ele imediatamente

vai falar do tamanho dos seios, na medida da cintura,

no volume dos lábios,

nas pernas, bumbum e cor dos olhos.

Ou vai dizer que mulherão tem que ser loira,

1,80 siliconada e sorriso colgate.

Mulherões, dentro deste conceito, não existem muitas:

Vera Fischer, Malu Mader, Camila Pitanga, Adriane Galisteu,

Lumas e Brunas.

Agora pergunte para uma mulher o que ela considera

um mulherão e você vai descobrir

que tem uma em cada esquina.

Mulherão é aquela que pega dois ônibus para ir ao trabalho

e mais dois para voltar e quando chega em casa

encontra um tanque lotado de roupas e

uma família morta de fome.

Mulherão é aquela que vai de madrugada

para fila garantir a matrícula do filho na escola,

é aquela aposentada que passa horas em pé na fila do banco

pra receber uma pensão de R$ 384,00 reais.

Mulherão é aquela empresária que administra

dezenas de funcionários de segunda a sexta-feira e

uma família todos os dias da semana.

Mulherão é quem volta do supermercado

com várias sacolas depois de ter pesquisado preços

e feito malabarismo com o orçamento.

Mulherão é aquela mulher que se depila,

passa cremes, que se maquia, que faz dietas, que malha,

que usa salto alto, meia-calça, ajeita o cabelo e se perfuma,

mesmo sem nenhum convite para ser capa de revista.

Mulherão é quem leva o filho para a escola,

busca o filho na natação, coloca o filho na cama,

conta histórias, dá beijo e apaga a luz.

Mulherão é aquela mãe de adolescente

que não dorme enquanto ele não chega,

é quem de manhã bem cedo já está de pé,

esquentando o leite.

Mulherão é quem leciona em troca de um salário mínimo,

é quem faz serviços voluntários, é quem colhe uva,

é quem opera pacientes, é quem lava roupas para fora,

é quem bota a mesa, cozinha o feijão

e à tarde trabalha atrás de um balcão.

Mulherão é quem cria os filhos sozinha,

quem dá expediente de oito horas

e enfrenta menopausa, TPM e menstruação.

Mulherão é quem arruma os armários, coloca flores nos vasos,

fecha a cortina para o sol não desbotar os móveis,

mantém a geladeira cheia e os cinzeiros vazios.

Mulherão é quem sabe onde cada coisa está,

o que cada filho sente e qual o melhor remédio para azia.

Lumas, Brunas, Carlas, Luanas e Sheylas:

Mulheres nota dez, no quesito lindas de morrer,

mas Mulherão é quem mata um leão por dia pra sobreviver.

Amigo

***** Como felizmente não tenho o dom de ler pensamentos, não me preocupo mais em saber quem é meu amigo, preocupo-me apenas em ser amigo.
desta forma, consigo abraçar quem me detesta, e ajudo quem não faria por mim o mesmo.*****

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Paciência aos olhos de leka

Paciência aos olhos de leka


Outro dia por está passando por problemas
em minhas orações passei a pedir a Deus *paciência*,
então eu sempre dizia:
-Senhor, dá-me mais paciência.
E com isso, na minha ignorância,
esperei que os problemas diminuíssem ou
até mesmo desaparecessem,
mais para minha surpresa os problemas só aumentaram.
Só agora percebo que,
Deus, quando nos *testa*,
diante dos problemas,
ele dá-nos a oportunidade de conhecer a verdadeira
paciência,
afinal é muito fácil se manter tranqüila
e controlada quando
tudo em nossa vida está sob controle:
as contas pagas,
o marido amoroso,
os filhos saudáveis,
o salário em dia
e a sogra morando longe, rsrsrs
Mais o que acontece quando as coisas se tornam ruins
e os problemas aparecem?
Só não vale mudar a oração
,
Senhor dá-me paciência e eu a quero agora.
Não vai funcionar.
Com isso descobrir: Paciência requer prática.
E descobrir que tenho que praticar a paciência
em quatro situações específicas:
interrupções, transtornos, irritações e inatividade.
E agora imagine:
você está no banheiro e a campainha toca,
a criança chora,
a comida queima,
o cachorro morde o gato,
ainda está calmo? rsrsrs
são estas coisinhas diárias
que testam a nossa paciência.
* O amor é paciente* [ carta de Paulo aos Coríntios],
Quando se está cheio de amor,
quase nada pode provocá-lo a se irar,
então:

Se aprofunde no amor e terá aprendido a ser paciente

domingo, 16 de setembro de 2007

Deus e o diabo

*Deus, para a felicidade do homem, inventou a fé e o amor. O Diabo, invejoso, fez o homem confundir fé com religião e amor com casamento.*

Certezas...

Certezas,


Não quero alguém que morra de amor por mim...
Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando.
Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo, quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim...
Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível...
E que esse momento será inesquecível...
Só quero que meu sentimento seja valorizado.
Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre...
E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém...e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho...
Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento...e não brinque com ele.
E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe...
Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz.
Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos, talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.
Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas...
Que a esperança nunca me pareça um NÃO que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como SIM.
Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim, sem ter de me preocupar com terceiros... Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.
Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão...
Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades a às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim... e que valeu a pena.

Mário Quintana

*O começo*


Há cerca de 3 meses criei este blog e até hoje estava na dúvida sobre o que escreveria aqui, simplesmente por que nunca antes tinha escrito algo que fosse ter tanto acesso de outras pessoas, o que consequentemente me levaria a criticas, mais apartir de agora vou arriscar...
Apenas deixando claro que não sou escritora, não tenho o domínio do português, porém ainda assim estou aberta a opiniões.
Mais voltando ao foco principal, *SOBRE O QUE ESCREVER* decidi escrever sobre sentimentos. Por que?
- Boa pergunta.... rsrsrsrs, penso que falar de sentimentos seja mais fácil... não é um assunto que precise de domínio absoluto... afinal nós humanos...somos diferentes e sentimos diferentes, portanto, neste caso...está aberto o debate... sejam bem vindos...