sexta-feira, 22 de julho de 2011

Nostalgia...

Ainda me lembro das antigas paredes que eu construía, em volta de mim. 
Mas hoje elas parecem que desapareceram, sumiram da face da terra sem ao menos terem me avisado. Eu fiquei indefesa sem rumo. E acho que ainda estou. 
Talvez algumas pessoas não sejam tão solidárias consigo mesma a se abrir tão facilmente para outra pessoa. E eu sou uma delas. Eu tenho medo de que isso doa, e que arranque meu coração fora e que ele atinja o chão, sangrando. 
Mas cada vez mais isso tem ficado difícil. Na primeira vez em que eu senti uma dor tão forte que nenhum remédio poderia me entorpecer, eu decaí, eu sofri, e eu jurei que nunca mais sentiria aquilo de novo, porque não me dava vontade de viver.
 Mas talvez eu quissesse de vez em quando que alguém entrasse por aquela porta e me sequestrasse pra longe, sem devolução. Não sei se minha vida merece tanto sacrifício de alguém, ou se alguém se sacrificaria a toa pela minha vida. 
Mas que droga, será posíivel viver sem sofrer? eu acho que não, porque por mais que você tente, por mais que você lute com você mesmo, você sempre vai magoar alguém, e se magoar. E no final das contas, é sempre você que se fode.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Nova rotina

                                  Completamente sem tempo... Apesar de está de "férias" da faculdade, tenho dois projetos muito importantes para realizar até o final do mês, portanto, até la vista baby...

                                                        Alessandra Matos

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Mais uma decisão definitiva

                      Há algum tempo conheci uma pessoa que faz tratamento no AA (Alcoólicos anônimos), fiquei impressionada com esforço quase sobre humano  para resistir a primeira dose, pois tem consciência de que se tomar a primeira dose, virá a segunda, a terceira... É assim também com sentimentos, me dei conta que em relações mal resolvidas é necessário também evitar o primeiro contato, pois virá o segundo, o terceiro... Quando se vive uma relação que somente traz sofrimento é preciso que o fim seja definitivo, não adianta tentar ficar amigos, não vai dar certo, pode acreditar. Cada contato traz com ele a esperança, a saudade, o desejo, nunca a  amizade.
                     Devia existir o AAIA (Associação dos amores impossíveis anônimos), um lugar que oferecesse tratamento pra esse tipo de doença, pois só pode ser doença, minha gente, não tem outra explicação. Me tornaria sócia hoje, preciso da minha sanidade de volta.
                     Pela milésina vez estou voltando pra mim.
                     E mudando um velho ditado: " A esperança é a última que morre. MAS MORRE."
                     Estou trancando a minha esperança no quartinho dos fundos até que ela morra, e até que isso aconteça, vou deletar novamente tudo o que me traz sofrimento, e a cada vez que eu sentir que vou fraquejar, assim como os frequentadores dos alcoólicos anônimos, vou repetir pra mim: SÓ POR HOJE...    "

                                                           Alessandra Matos

sábado, 9 de julho de 2011

A história por trás da estória

 Ser Pedagoga não é apenas ser professora, mestre, doutora, tia coordenadora, supervisora, orientadora, dona da escola ou faculdade. É muito mais do que isso. É ser responsável. Alguém que se predispõe a educar, e especificamente no caso do nosso curso, formar educadores, não tem o direito de desfazer dos sonhos de quem está em sala de aula para aprender, não tem o direito de frustrar os poucos que optam por seguir o caminho da docência como profissão. Nunca concordei com a máxima de que: Docência é sacerdócio. É poético, contudo não é verdade, a docência é profissão, como medicina, engenharia, direito, ou seja, é preciso não apenas amor pelo que se faz e sim profissionalismo, dedicação e competência.
        Ser Pedagoga é saber lidar com o diferente, sem preconceitos, sem distinção de cor, raça, sexo, idade ou religião, é ter uma responsabilidade muito grande nas mãos é pena mais alguns não estão aptos a lidar com isso. É preciso antes de qualquer outra coisa ao pedagogo, compreender que é responsável pela formação de todas as outras profissões.
         Não estou dizendo que é fácil, pois ser pedagogo exige ser mais que profissional, é ser alguém que acredita que a educação pode sim mudar o mundo pra melhor, requer dedicação, perseverança e principalmente AUTOCONTROLE em casos específicos.
       É fato que vivemos numa sociedade consumista e “méritocrástica”,  realmente a docência não é atrativa, quando se trata de remuneração e status, contudo, quem escolhe segui-la  tem a obrigação de respeitar os alunos, não usando a sala de aula para despejar as suas frustrações e derrotas. Não é tolerável que um profissional que não tem a capacidade de lidar com as próprias frustrações, não seja capaz de manter uma relação com o meio em que vive harmoniosa, seja responsável pela formação de indivíduos, que por tabela também vão formar outros indivíduos.
      Essa nova modalidade de ingresso na universidade, com a utilização das notas do Enem, trouxe  um aumento de matrículas, o que é benéfico para o nosso país, porém veio de carona, alunos que chegam em solo universitário sem base nenhuma e professores que não estavam preparados para lidar com isso. Seria fácil colocar a culpa no “sistema”, mais nesse caso específico não seria justo, afinal como explicar que uma pedagoga, que deveria desenvolver em nós, entre outras coisas:
- Consciência da importância de nossa função no aperfeiçoamento de indivíduos e das relações sociais.
- Capacidade de expressar nossos julgamentos de valor.
- Capacidade de justificar nossas decisões referindo aos princípios em que nos baseamos.
- E principalmente saber ouvir e aceitar opiniões e posições diferentes das nossas, além da capacidade de argumentação.
        Se ela mesma não possui essas competências. Nem mesmo o Pink e o cérebro seriam capazes de tal contrariedade a ordem. É necessário ter capacidade de analisar para chegar a uma conclusão, capacidade de comunicação para ouvir, para expressar diferentes pontos de vista, e imaginação para colocar-se no lugar de outras pessoas, compreendendo suas razões e seus argumentos sem preconceitos, com sensibilidade e modéstia. E para concluir não basta ser doutora em pedagogia, é preciso no mínimo ser alfabetizada em relações humanas.
     Deixando claro que não tenho a pretensão aqui de está falando em nome de todos, é a minha opinião pessoal.

                                         Alessandra Matos