
Ciúmes
Sentimento que gera muitas definições, Sócrates o definiu como “a dor da alma”, William Shakespeare o chamou de "monstro dos olhos verdes", para alguns é tido como um sinal de amor, de zelo, como um renovador do sentimento desgastado; para outros é pura insegurança e baixa auto-estima.
Tanto o excesso, quanto a ausência do ciúme dentro da relação pode se tornar um ponto de discórdia, ai é inevitável à pergunta: Como encontrar o equilíbrio neste caso? Posso me preocupar com meu parceiro (a) e demonstrar isso, sem que para ele (a) pareça monitoramento? Como saber se meu ciúme é considerado demonstração afeto? Ou ainda como saber se a ausência de ciúme, não é considerada desinteresse pelo outro? São tantas as perguntas.
Aprender a lidar com esse sentimento é tão difícil quanto admiti-lo, o ciumento (a) sofre e faz o parceiro (a) sofrer. A maneira como cada um da vazão ao ciúme que sente é o que o torna, o bem ou o mal dentro do relacionamento.
Uma certa dose de ciúme é normal e natural, alguém que diz que não sente ciúme, está tentando se enganar ou enganar a outra pessoa, afinal, este é um sentimento que vai além do relacionamento homem x mulher, ele pode está presente, entre amigos, irmãos, pais, filhos, etc. e quando ele não ultrapassa o limite e vira obsessão, pode até fazer bem a qualquer relação.
O problema é quando o ciúme passa a ser exagerado, e a pessoa deixa o lado prazeroso do relacionamento e vive na busca de algo de vai destruí a sua própria felicidade. Vive na espreita, espionando, buscando alguma coisa, que possa provar a infidelidade do parceiro (a), neste caso, o alerta já deve está ligado: Existe algo errado!
Apartir deste alerta começam as brigas e o caos ameaça se instalar na relação, pois pra quem sente o ciúme, qualquer olhar, qualquer atitude tida como “diferente”, já é motivo pra uma nova discussão, enquanto que a pessoa que é o objeto do ciúme nada pode fazer, pois tudo isso só acontece na cabeça do ciumento.
Afinal aquele que sente ciúme, mantém-se convicto de que é o outro o causador do seu sofrimento, e todas as ações do outro é vista com desconfiança e muitas delas acabam sendo usadas como supostas “provas” da infelicidade. Chegamos ao ponto insuportável dentro do relacionamento. Agora só resta procurar ajuda ou aceitar que é o fim.
Se você quer preservar este relacionamento, antes de qualquer outra coisa, admita a você mesmo e ao seu parceiro (a), “ESTOU COM CIÚMES”, você neste caso já resolveu noventa por cento do problema, fale sobre sua insegurança, sem vergonha e sem medo, procure deixar claro, quais são as situações reais, que levam você a esta insegurança em relação a seu par.
Converse. Esclareça. Nada de maquiar a situação.
Não consigo enxergar qualquer outra solução melhor. Afinal, um casal que tem liberdade de se mostrar ao outro como é de verdade, com todos os defeitos, medos e inseguranças é por que dentro deste relacionamento existe cumplicidade, e são cúmplices, é por que se amam de verdade, e se o amor é verdadeiro, um vai saber ajudar o outro, e com isso, não haverá mais motivos pra ciúme.
Todos nós somos inseguros em algum ponto, então não deixe que “o monstro dos olhos verdes” impeça você de ser feliz.
Alessandra Matos
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