terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Uma simples resposta ao perfeito texto de Mário Quintana…



Não quero alguém que morra de amor por mim, pois ninguém o fará. Nem devem fazer.
Não é que eu não mereça, mas simplesmente não preciso.
Só preciso de alguém que me faça sorrir e esteja pronto a entender minhas lágrimas.
Um alguém que entenda o meu olhar quando eu não puder me valer das palavras.
Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo. Não se mede, tampouco se julga um sentimento.
Espero apenas que me ame e não se restrinja aos paradigmas, às frases prontas e articuladas.
“Te amo” é uma frase. Abraço é um gesto. Eu prefiro as combinações.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que eu gosto, gostem de mim… Mas exijo respeito.
Não espero fazer a falta que elas me fazem, mas espero, em algum momento, ser lembrado
Lembrado pelo o que sou e represento, não pelo o que possuo e ofereço.
Só quero que meu sentimento seja valorizado, ainda que não seja correspondido
Tudo bem se não me amarem, mas que valorizem o afeto que dedico sem nada cobrar
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém… e poder ter a absoluta certeza de que
esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto.
Quero despertar da imaginação e encontrá-la quando abrir os olhos. Quero acreditar que ela esteve ali
o tempo todo, e que só me bastava abrir os olhos e enxergar…
Quero ter a certeza de que fiz o meu melhor e acreditar que se não foi dessa vez é porque há algo melhor
Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou,
não pelo que tenho. Na verdade eu queria entender o que se tornou o valor.
Que esse alguém me veja como um ser humano completo, ainda que minhas falhas estejam explícitas
Que me veja como alguém que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona
Que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento… e não brinque com ele, embora
Ele seja como uma criança: destrambelhado, inocente, ora pacífico e ora agitado.
E que esse alguém me peça para que eu nunca mude
Para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo
Que esse alguém perceba que amar é fácil de olhos fechados
Mas que só é real quando o fazemos de olhos abertos.
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer,
Quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe e que eu o sinto.
O sinto em cada manhã, a cada sorriso de esperança, em cada abraço de consolo e afeto.
Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia,
E se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos, talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.
Quero poder acreditar que a cada novo dia terei a chance de um novo recomeço sem perder a trilha que já percorri
Que errar faz parte do percurso e que o importante não é chegar, mas sim caminhar
E viver intensamente cada paisagem, cada parada, cada alegre retomada.
Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas…
Que a esperança nunca me pareça um “não” que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como “sim”.
Que eu saiba viver o prazer do “sim” e aprender com as lições que um “não” proporciona.
Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa,
de poder dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim, sem ter de me preocupar com terceiros…
Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.
Queria poder acreditar nas palavras quando elas me fazem se sentir único…
Queria saber quando elas são só palavras e nada mais e queria não me magoar ao descobrir isso.
Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão…
que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades a às pessoas,
que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim…e que valeu a pena!
E que valeu a pena…

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